EUROPA – UM CONTINENTE CRISTÃO?

por abr 14, 2026Artigos

De acordo com as Nações Unidas, o continente europeu é composto de 44 países soberanos, sendo que 27 deles formam a União Europeia, um bloco de aliança política, social e econômica, operando em um mercado comum com uma moeda única (o euro) e legislações harmonizadas.

Quando falamos em Europa, imediatamente nos vem à mente o conceito de uma região majoritariamente cristã. De fato, quando Paulo, em sua segunda viagem missionária foi impedido pelo Espírito Santo de seguir para a Ásia e obedeceu ao clamor “Passa para a Macedônia e ajuda-nos”, inaugurou a difusão do evangelho nesta região que seria palco dos acontecimentos históricos mais pertinentes da igreja de Cristo nos milênios seguintes.

A Europa foi o berço da Reforma Protestante e mãe dos Reformadores: Pedro Valdo, Wycliff, João Huss, Martinho Lutero, João Calvino, entre outros.

Na Europa, a Bíblia foi traduzida, impressa e distribuída ao povo comum pela primeira vez.

Da Europa saiu o Movimento de Missões Modernas com William Carey, Zinzendorf, Hudson Taylor. Na Europa nasceu o Movimento Pietista, a Escola Dominical, as Sociedades Bíblicas e muitas agências missionárias.

Homens como Wilbeforce, na defesa dos direitos humanos, William Booth e o Exército da Salvação na assistência social, John Wesley e mais recentemente C.S. Lewis e John Stott entre muitos outros, moldaram a ética e a filosofia para além das fronteiras de suas próprias nações.

Isso sem mencionar a música, a arquitetura e as artes.

Todas estas referências, porém nos conduzem à conclusão equivocada de que a Europa seja um continente cristão.

A Reforma de Martinho Lutero em 1517 de fato, reverberou em avivamentos nos países nórdicos e centrais da Europa, mas este sopro transformador não se fez sentir em países do sul e do oeste europeu. Para alcançarmos os perdidos no continente europeu é de suma importância que conheçamos os grandes obstáculos que este movimento enfrentou no decorrer da história.

A Contra Reforma e o Tribunal do Santo Ofício da Igreja Católica deflagaram uma perseguição violenta em países como Itália, França, Espanha e Portugal. A Inquisição julgou os reformadores pelos chamados crimes de heresia com as torturas mais horrendas. Milhares de exemplares das Escrituras foram destruídos e aqueles que ousaram tomá-las como fonte de ensino acima dos dogmas de homens foram impiedosamente torturados e martirizados publicamente na fogueira. Muitos grupos protestantes foram completamente dizimados nestes países.

Foi somente a partir do Concílio do Vaticano II, entre 1963 e 1967, que os católicos europeus obtiveram permissão de possuir uma Bíblia e participar de uma missa em seus próprios idiomas. Até então, a missa era toda em latim e ninguém entendia nada!

Ainda em nossos dias, encontramos católicos que têm muito medo de possuir uma Bíblia em casa. Nas décadas de 80 e 90 do século 20, as aldeias do extremo nordeste de Portugal, região conhecida como Trás-os-Montes, expulsavam os grupos de evangelistas evangélicos a pedradas.

Hoje, em todo continente, as pessoas estranham quando alguém se aproxima para falar de Jesus Cristo, tornam-se agressivas e, geralmente, se afastam.

Infelizmente, a maioria dos evangélicos europeus desconhece a realidade espiritual de seu próprio país. Quando encontram missionários estrangeiros perguntam inocentemente: “O que vocês vieram fazer aqui?”

Outro fator relevante é o envelhecimento da população europeia, em geral, causado pela falta de interesse em ter filhos. Imigrantes e refugiados, especialmente os de origem muçulmana, chegam diariamente ao continente com suas numerosas famílias, suprindo a carência de mão de obra e contribuindo para a previdência social cada vez mais sobrecarregada com a população idosa inativa local. Sem eles, os aposentados europeus não teriam como ser sustentados, o sistemas previdenciários teriam falido.

Essa influência espiritual encontra nações que, ao contrário do que comumente se pensa, nunca foram devidamente alcançadas pela Reforma Protestante em razão da Contra Reforma e da Inquisição.

Hoje, a Europa é o continente que possui o menor número de cristãos do mundo e os discípulos de Cristo das Américas, da Ásia, da África e da Oceania têm uma dívida de gratidão para com ela.

Mais uma vez ouvimos o clamor que implora: “Passa à Europa e ajuda-nos!”

UM CONTINENTE A SER SEMEADO

O continente europeu é multicultural. Nele, estão presentes quase todas as culturas, línguas, religiões e ideologias do mundo. Em determinados locais, podemos ter a impressão de estar em um mercado da Ásia, uma igreja da África, um restaurante da América do Sul.

Dos 750 milhões de habitantes da Europa, apenas 15 milhões são membros de uma igreja evangélica e nem todos têm uma experiência de novo nascimento em Jesus Cristo.

Com exceção de alguns poucos crentes, em sua maioria idosos, a Europa não tem razões para celebrar o meio milênio da Reforma Protestante. Muitos santuários históricos da Holanda, Inglaterra, Alemanha e Escócia, esvaziados de adoradores, transformaram-se em bibliotecas, bares, discotecas ou mesquitas. Em 19 países europeus, a população de evangélicos é inferior a 1%.

Na Alemanha, berço da Reforma, há regiões que nunca foram alcançadas. Em muitas partes da Alemanha, por exemplo, é celebrada, em 15 de agosto, a ascensão de Maria e todos os anos, muitos rumam a Portugal para venerar a Virgem de Fátima.

As lideranças das denominações cristãs e organizações missionárias que levaram o evangelho a todo o mundo, hoje são compostas de idosos e há poucos candidatos com visão e coragem suficientes para substituí-los.

O secularismo rege grande parte da igreja. Várias denominações, há muito abandonaram a pregação do evangelho eterno afastando-se da fé salvadora para abraçar os ideais terrenos do politicamente correto.

Em 2015, a TV alemã transmitiu a celebração de uma cerimônia islâmica dentro da igreja do Castelo de Wittenberg, onde em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero afixou as 95 teses. A reportagem registrou o momento em que uma mulher portando uma bandeira alemã foi retirada à força pela polícia por provocar distúrbio da ordem. A mulher protestava: “Essa igreja é histórica e faz parte de nosso cristianismo, aqui recordamos nossos valores cristãos!”

Os cristãos foram pouco a pouco se conformando com este século e deixaram de inculcar em seus filhos e netos as verdades e valores revelados por Deus em Sua Palavra. Como resultado, os laços familiares das famílias europeias se afrouxaram com o individualismo procedente do secularismo, levando muitos jovens a buscar acolhimento em famílias muçulmanas, tradicionalmente hospitaleiras, e abraçar o islamismo. Em alguns casos, o extremismo islâmico.

Os jovens são cativados por ideias humanistas e atraídos por filosofias orientais, esoterismo, ioga, budismo. Sem esperança, os jovens afundam no desespero desmotivados para o trabalho e para a constituição de suas próprias famílias. De acordo com estudos divulgados em 2025, 1 em cada 10 jovens enfrenta problemas com vícios e 11,2% dos adolescentes (12-18 anos) têm problemas com o consumo de álcool.

A cultura em geral é secularizada. Em datas festivas como Páscoa ou Natal, rotineiramente, a TV veicula entrevistas nas ruas inquirindo os passantes se eles sabem qual o significado destes feriados e poucos conseguem explicar o motivo da celebração.

O despreparo para o enfrentamento desta realidade tem levado muitos missionários enviados à seara europeia ao desânimo e ao esgotamento emocional e espiritual, provocando o questionamento do seu chamado, o abandono do campo e, muitas vezes, a negação da fé. Missões transculturais tornam-se para eles e para suas igrejas motivo de escândalo e uma tragédia a ser evitada no futuro.

Em 2009, foi realizada na Inglaterra uma Campanha Ateísta patrocinada pela British Humanist Association com o apoio de Richard Dawkins, o patrono do ateísmo. Durante quatro semanas, foram afixados nas laterais dos ônibus públicos a seguinte frase: DEUS NÃO EXISTE, PARE DE RECLAMAR E APROVEITE A VIDA.

Dias depois, um punhado de crentes de uma pequena aldeia na Espanha, todos eles sem grandes posses, mas cheios de uma fé audaciosa decidiram contrapor-se aos ateístas ingleses. Eles escreveram à mão milhares de bilhetes com a seguinte frase: DEUS ESTÁ VIVO, SE QUISER CONHECÊ-LO, NOS PERGUNTE. Então colaram esses bilhetes nas portas das casas e estabelecimentos comerciais da aldeia. Os jornalistas espanhóis e estrangeiros que tinham feito a cobertura do evento na Inglaterra ficaram curiosos pelo que iriam ouvir na pequena aldeia espanhola e foram conferir. Como resultado, um jornalista espanhol ateu se converteu a Jesus Cristo, causando grande repercussão em toda a Europa.

Toda a riqueza, todo o poderio político e militar, toda a história e a glória da Europa é como uma gota que cai de um balde aos olhos de Deus. Seu poderio econômico e seus tesouros históricos cegam aquelas nações para a realidade da miséria espiritual que vivem e a perdição eterna que as aguarda.

A tarefa é gigantesca e a esperança dos poucos crentes europeus está nos filhos espirituais que os missionários do passado geraram em todos os continentes para que venham em obediência a Cristo e semeiem ousadamente nesse terreno árido.

A MISSÃO NA EUROPA É A LONGO PRAZO PORQUE ELA É RELACIONAL

Para alcançarmos o Continente Europeu precisamos de tempo. Uma sociedade avessa a Deus e com poucos valores cristãos necessita de uma abordagem missional relacional exercida por meio de missionários de tempo integral ou bi vocacionados corajosos e bem preparados que estejam dispostos a fazer amizade com pessoas agressivas e insatisfeitas.

O europeu não espera que lhe preguemos o Evangelho. A grande maioria deles resiste ao ser abordado porque, para eles, a instituição chamada “igreja” é fria, sem amor, distante e nada relacional. Por outro lado, novas ideologias e crenças que lhes oferecem meditação a sós ou em grupo, parecem muito mais atraentes.

Somos chamados a servir e não podemos servir o ser humano adequadamente, sem conhecer sua língua, sua história de vida, suas carências físicas, emocionais e espirituais. Isso não acontece instantaneamente. Somente em um ambiente seguro, as pessoas se abrem e compartilham experiências pessoais e sentimentos íntimos.

Independentemente do país a ser alcançado, quase que certamente, em um primeiro momento, encontraremos o solo endurecido para lançar a semente das Boas Novas. A maior prova de amor que podemos dar ao povo é aprender sua língua o melhor possível e nos esforçarmos para nos adaptarmos à sua cultura. No caso da Europa, tão permeada por outros povos, pode significar mais de uma cultura. Isso exige um grande investimento pessoal e emocional durante muitos anos de uma vida para poder começar a colher almas para o Reino de Deus.

O desconhecimento da necessidade de se desenvolver um ministério relacional a longo prazo tem sido motivo, no passado recente, de conflito e até tragédias entre os missionários e suas igrejas e agências enviadoras.

Em um encontro de pastores na cidade de Curitiba, o líder de certa denominação relatou que o departamento de Missões havia retirado todos os seus missionários da Europa em razão da ausência de frutos ou enfermidade.

O fato é que nem esses obreiros, nem suas lideranças estavam preparados para o que encontrariam naquele campo desafiador.

O pastor, a igreja e o candidato só estarão aptos para enviar e investir tempo, dinheiro e vidas quando tomarem amplo conhecimento da realidade do campo, na plena confiança de que é Deus quem dá o fruto depois de termos semeado e regado a Palavra lançada com oração e jejum.

Não podemos seguir para fazer missões na Europa imediatamente após recebermos um sonho, uma visão ou uma profecia. Muitos que agiram dessa forma fracassaram, desanimados pela ausência de frutos imediatos ou vencidos pela tentação de ganhar dinheiro, se perdendo pelo caminho.

A espera é benéfica. O missionário realmente leva muito tempo para se desfazer dos seus objetivos e planos pessoais, a fim de encarnar o plano que Deus tem para ele. O processo nem sempre é fácil. A transformação do caráter é dolorosa, mas o resultado é tremendo. Através das provações, nos tornamos mais parecidos com Cristo, entendemos a importância vital da meditação na Palavra, da oração e do jejum, tornando nosso envolvimento no projeto de Deus muito mais profundo do que poderíamos imaginar.

O que nos manterá no campo em todo o tempo e nos fará experimentar o extraordinário de Deus, apesar das dificuldades, é a certeza de que foi Deus que nos escolheu e enviou:

Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto que permaneça, a fim de que o Pai conceda a vocês o que pedirem em meu nome. João 15:16

Para um ministério consistente e eficaz no continente europeu, precisamos retornar à prática dos irmãos da igreja primitiva que acolhiam as pessoas em suas casas, comiam juntos, celebravam juntos e Deus ia acrescentando diariamente os que iam sendo salvos.

A “CHAVE DE OURO” de Missões é a metodologia relacional de Jesus Cristo:

  • Ele não fazia acepção de pessoas;

  • Ele as amava incondicionalmente;

  • Ele ia ao encontro das multidões e demonstrava grande compaixão por suas vidas porque viviam como ovelhas sem pastor;

  • Ele ministrava às suas necessidades;

  • Ele lhes anunciava as Boas Novas da salvação eterna.

Esses mesmos princípios moveram Paulo em suas atividades missionárias.

Porque, embora seja livre de todos, fiz-me escravo de todos, para ganhar o maior número possível de pessoas. (1 Coríntios 9:19-23).

Se desejamos participar dos atos poderosos de Deus em face aos desafios e oportunidades do terceiro milênio e irmos ao encontro das pessoas onde elas estão, precisamos diariamente espelhar-nos em Jesus Cristo e em seus ensinamentos.

Precisamos ter um coração como o de Jesus para amarmos incondicionalmente.

Precisamos ter olhos iguais aos de Jesus para olharmos as pessoas como ovelhas sem pastor.

Precisamos ser as mãos de Jesus Cristo dispostas a abraçar, servir e socorrer as pessoas nas situações mais adversas.

Precisamos ser os pés de Jesus Cristo, para estarmos na hora certa, no lugar certo fazendo a coisa certa.

Precisamos ser a boca de Jesus Cristo. Precisamos anunciar as Boas Novas da salvação eterna com amor e ousadia, confirmando a verdade através de nosso estilo de vida.

Precisamos levar as pessoas a conhecer e amar a Deus através da sua Palavra, porque só ela tem o poder de transformar corações, vidas e culturas.

Todas as pessoas necessitam ser amadas, os europeus não são diferentes. O amor de Jesus que se reflete em nossa vida, os convence de que somos verdadeiros e confiáveis.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca falha

I Coríntios 13:4-8

PREPARADOS PARA TRABALHAR COM AS DUAS RELIGIÕES MAIS PODEROSAS

Quem chegar ao Continente Europeu deve saber que irá trabalhar com as duas religiões mais poderosas no mundo: o cristianismo nominal e o islamismo radical.

É triste passar de cidade em cidade em toda a Europa sem encontrar facilmente alguém que compartilhe sua fé em Jesus Cristo com convicção, amor e compaixão.

Por outro lado, com mais facilidade, encontramos pessoas como o alemão Pierre Vogel, um dos muçulmanos salafistas mais temidos da Europa. Com suas pregações radicais em praças públicas, chegou a aliciar cerca de 4000 jovens alemães por ano ao islamismo radical. A pandemia mudou um pouco esse cenário, mas Vogel e centenas de outros extremistas muçulmanos continuam incitando ao ódio.

Em 2011, Pierre Vogel e Ibrahim Abou Nagie, distribuíram 25 milhões de exemplares do Alcorão de porta em porta na Alemanha, Suíça e Áustria em um esforço que têm o objetivo de colocar um Alcorão em cada lar em todo o Continente Europeu nos próximos anos.

Em junho de 2021 o governo alemão oficializou escolas de formação para imãs muçulmanos, notícia que não foi bem recebida pelos europeus em geral.

Hoje o Continente Europeu conta com, aproximadamente, 54 milhões de residentes que professam a fé islâmica, mas as pesquisas indicam que nos próximos 20 anos, 25% da população europeia deverá ser muçulmana.

Alguns refugiados são agressivos e intolerantes porque se sentem deslocados, não compreendidos e estão desiludidos com o mundo ocidental. Os europeus, por sua vez, se sentem em parte ameaçados e inseguros em razão dos ataques violentos ocorridos em diversos países da Europa por extremistas infiltrados entre os milhares de refugiados que chegaram nos últimos anos ao continente. Dessa forma, os cidadãos europeus intensificaram os debates públicos para tratar da questão crucial: A Europa será islamizada ou o Islã será mais uma religião europeia?

Mas há boas notícias também.

Embora a Igreja Europeia, não estivesse preparada para lidar com essa crescente imigração em massa, iniciativas muito positivas surgiram. Para citar apenas um exemplo, um chip para celulares foi lançado na Alemanha e distribuído entre os refugiados. O chip contém a Bíblia completa (Antigo e Novo Testamento) e o filme Jesus em 12 línguas diferentes.

Igrejas em diversos países receberam entre os refugiados, cristãos convertidos de origem muçulmana. Essas igrejas estão sendo abençoadas com um crescimento numérico e multicultural sem precedentes: Deus tem acrescentado os que vão sendo salvos.

Em um bairro de Berlim, centenas de muçulmanos vindos do Afeganistão e do Irã se entregaram a Cristo nos últimos anos.

É lindo ver o profundo amor que esses novos convertidos sentem por Jesus Cristo e a grande compaixão que têm pelas pessoas, principalmente as muçulmanas, que não conhecem o Senhor. Eles são audaciosos e ousados no testemunho e por isso, sofrem represálias por parte de seus familiares e muçulmanos radicais.

Desde os ataques terroristas no centro de Paris, as igrejas têm brotado em abundância naquele país. Pessoas sedentas pelo Evangelho se convertem diariamente a Jesus Cristo e entre elas muitos refugiados muçulmanos.

Uma intérprete cristã de origem muçulmana, contou que toda a vez que é chamada para traduzir nos abrigos para os refugiados, ela se identifica como crente em Jesus Cristo e sempre há uma pequena multidão que bate palmas e chora de alegria por encontrar na Europa uma crente em Jesus Cristo que os entende. Ela então, informa os pastores da região do acampamento e estes buscam os irmãos refugiados para juntos, celebrarem Jesus Cristo que os libertou do sofrimento.

Missionários europeus que trabalham em países árabes estão sendo solicitados por suas agências para retornar à Europa para ajudar a alcançar tanto os refugiados como os próprios europeus.

Todo o missionário que deseja servir na Europa deve estar preparado para trabalhar com os muçulmanos.

Os jovens europeus, sem experiência de uma família saudável, são facilmente ganhos pelos muçulmanos radicais que lhes oferecem uma família, segurança e compromisso sério com a religião.

Se missionários brasileiros, movidos pelo amor de Cristo e cheios do Espírito, abrirem suas casas para receber esses jovens em suas famílias fazendo com que se sintam acolhidos e seguros, esses jovens estarão abertos para ouvir e conhecer o Deus que entregou Seu Filho por amor.

Vemos na Bíblia a constante peregrinação de povos no cumprimento dos propósitos do Criador. Devemos enxergar a chegada dos povos de nações fechadas ao Evangelho ao Continente Europeu como obra soberana da providência de Deus. Precisamos reconhecer que é o amor de Deus que os traz de seus países para terem a oportunidade de conhecer Jesus Cristo.

Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus todo-poderoso. Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações.

Quem não te temerá, ó Senhor? Quem não glorificará o teu nome? Pois tu somente és santo. Todas as nações virão à tua presença e te adorarão, pois os teus atos de justiça se tornaram manifestos.

Apocalipse 15:3-4

PARCERIAS: JUNTOS SEREMOS MAIS FORTES E IREMOS MAIS LONGE EM MENOS TEMPO

O clamor dos europeus, ”Venham e ajudem-nos!” é um chamado nascido no coração do próprio Deus. Precisamos levá-lo a sério e dar uma resposta urgente porque o continente europeu, berço da Reforma e de Missões, está hoje mergulhado num caos de ideologias e religiões.

O tempo da Europa é agora, é hoje!

Para fazermos Missões na Europa é fundamental que trabalhemos em parcerias com as igrejas e as organizações missionárias européias, pois é um esforço de longo prazo e com muita oposição do inimigo.

Quando damos as mãos a um trabalho já existente, otimizamos tempo e esforços.

Há na Europa hoje, centenas de missionários brasileiros trabalhando em parceria com os europeus, desenvolvendo ministérios frutíferos. Outros implantaram ministérios maravilhosos que Deus tem abençoado grandemente.

Lembro da oração de Jesus Cristo:

que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.”

João 17:21-23

Deus abençoa muito essa união entre os irmãos europeus e de outros continentes fazendo crescer igrejas multiculturais. É maravilhoso ouvir gente de todos os povos, línguas e nações entoarem a uma só voz o louvor ao Senhor que é digno e testemunharem o mesmo Jesus Cristo como único e suficiente salvador.

Os irmãos europeus que são uma pequena minoria, tem pago um alto preço na evangelização das suas nações. Agora é tempo de os filhos espirituais de seus missionários enviados ao mundo, virem ajudá-los a alcançar seus países e as demais nações que têm buscado refúgio ali.

É bom demais trabalhar com quem conhece bem a cultura, a língua, a maneira de viver. Nossos irmãos locais nos auxiliam na procura de casa e escola para os filhos, nos protegem em confrontos com leis injustas, nos confortam e acompanham nas enfermidades, nos abrem as portas para que possamos aprender a servir melhor.

Após a minha formação teológica na Alemanha com pós-graduação em Missões Transculturais, sempre trabalhei em parceria com os europeus, por quem sou também enviada como missionária.

Foi tremendo como Deus tem nos abençoado nesses 34 anos. Nunca fui tratada como uma estrangeira, mas como uma pessoa que somava com eles entre risos e lágrimas para ganhar almas de todas as nacionalidades e fazer discípulos para serem enviados a todas as nações.

Esses irmãos me proporcionaram oportunidades incríveis de trabalhar com Billy Graham, Luis Palau, participar de congressos cruciais como o de Lausanne e outros encontros estratégicos em outros continentes. O meu coração é eternamente grato por tudo o que vivi com esses queridos irmãos.

A Missão Esperança para Europa surgiu dessa experiência e temos a certeza de que, se unirmos conhecimento, expêriencia e capacidades, em obediência ao mandado de Jesus Cristo e na dependência do poder do Espírito Santo, seremos mais fortes e iremos mais longe, em menos tempo.

Liane Serfas

Diretora Executiva

Missão Esperança para Europa

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